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Ascensores: o transporte vertical indispensável na construção em altura

artigo técnico 16 Julho, 2020
Por António Vasconcelos, Engenheiro e Ex. Chefe de Divisão de Elevadores da Efacec

 

Os ascensores constituem-se como um equipamento eletromecânico de primordial importância na construção de edifícios, nomeadamente nos de maior altura. Nos últimos anos foram introduzidas novas tecnologias e regulamentação que importa dar a conhecer.

 

O passado e o presente

O primeiro ascensor tal como o conhecemos hoje foi “inventado” por Elisha Otis e entrou em serviço em Nova York em 1857. Era acionado por uma máquina a vapor. No entanto foi necessário esperar até 1899, para entrar em serviço, na mesma cidade americana, o primeiro ascensor movido a eletricidade. A evolução continuou muito rápida nos EUA, impulsionada pela construção dos grandes arranha-céus, como o   Empire State Building, construído em Nova York em 1931 e que com 380m de altura foi durante muito anos a construção mais alta do mundo. Para esse arranha-céus, indústria americana fabricou então ascensores com uma velocidade de 6 m/s.

Um dos ascensores mais antigos em serviço em Portugal é certamente o do Palace Hotel da Curia, contemporâneo da inauguração deste hotel em 1926.

– Ascensor historico no Palace Hotel da Curia –

 

A sua cabina em madeira envernizada com largos vidros e as suas portas em ferro forjado, constituem um dos pontos de atracão do imponente salão de entrada do hotel. Também são do início do século passado, os dois elevadores de Santa Justa em Lisboa, inaugurados em 1902 e que fazem parte importante do património urbanístico da capital.

Os EUA e ultimamente o Japão e a China são, sem dúvida, os países onde existem os ascensores mais rápidos do planeta.  Atualmente na China, estão em serviço os ascensores mais rápidos do mundo, atingindo a impressionante velocidade de 20,5 m/s (73 km/h). Foram instalados pela empresa japonesa Mitsubishi, no edifício Shangai Tower, com 632 m de altura, construído em 1993.

Em Portugal o mais rápido, é o da Central hidroelétrica do Alto Lindoso, a 4 m/s e os do Hotel Sheraton, em Lisboa, a 3 m/s.

No nosso país existem mais de 140.000 ascensores, cerca de 70 % deste mercado pertence às três grandes multinacionais do setor, respetivamente a Otis (USA), a Schindler (Suíça) e a ThyssenKrupp Elevadores (Alemanha). O restante distribui-se por cerca de uma dezena de empresas de média dimensão entre as quais se destacam a Kone (Finlândia) a Orona (Espanha) , Schmitt Elevadores (Alemanha) e as nacionais Pinto & Cruz, Liftech, Grupnor, Nogueira e Macedo, Ascensul, Clefta, etc. para lá de meia centena de pequenas empresas que se dedicam essencialmente ao negócio da manutenção e reparação.

 

A adequação dos ascensores aos edifícios

Segundo o Regulamento Geral de Construções Urbanas (RGEU) é obrigatório a instalação de elevadores, quando a distância entre a entrada do edifício e o piso superior ultrapassa 11, 5 metros, o que em geral se aplica a prédios com mais de 3 pisos.

Nas décadas de 70-90 do século passado, as cabinas com capacidade para 4 pessoas, assumiram-se como o standard em edifícios de habitação, o que começaria a ser alterado com a introdução de legislação sobre acessibilidade em 1997 e reforçado em 2006 com a obrigação de pelo menos um ascensor com capacidade para 8 pessoas, permitindo o acesso de uma cadeira de rodas. Nos grandes edifícios: escritórios, hotéis, hospitais, etc, as cabinas têm uma capacidade bastante maior: 10, 13, 21 pessoas.

No caso dos prédios habitacionais a colocação de elevadores é obrigatória a partir dos cinco pisos ou quando a altura total entre todos os espaços exceder os 11,5 m.

Nos restantes prédios, a partir dos três pisos, já deve ser considerado o espaço para futura colocação de um elevador.

A escolha das características dos ascensores mais indicadas para um determinado edifício (número, capacidade das cabinas e velocidade) obedece a complexos estudos, nos quais entra em linha de conta o tipo de edifício e respetivo número de pisos, assim como o tráfego esperado. Procura-se uma solução que garanta um bom serviço aos passageiros, (com tempos médios de espera e de viagem aceitáveis) e uma capacidade de transporte, expressa em % da população total do edifício adequada ao tráfego previsto.

A solução escolhida será sempre um compromisso entre o espaço disponível para as caixas dos ascensores e o custo estimado da instalação.

As cabinas são um elemento essencial dos ascensores, pois são, juntamente com as portas de patamar, os únicos equipamentos à vista dos passageiros e que dão o toque de individualidade de cada instalação. Os fabricantes põem à disposição dos arquitetos diversas soluções estéticas, para o revestimento das paredes, do pavimento e do teto. A iluminação para além da sua função habitual, pode também contribuir para uma boa solução estética. As portas de cabina e patamar são um elemento muito importante dum ascensor, elas são a interface entre o edifício e os utilizadores, sendo de considerar a sua rapidez de manobra e fiabilidade, para lá dos mecanismos de proteção e segurança a que estão obrigadas. Atualmente as cabinas são obrigatoriamente dotadas de portas normalmente automáticas, de abertura central ou lateral (telescópicas), de1, 2 ou mais painéis segundo o espaço disponível na caixa. No entanto ainda são permitidas cabinas sem portas, nos elevadores antigos e em edifícios residenciais

 

Acionamento dos ascensores

O acionamento dos elevadores faz-se através de duas tecnologias distintas. A mais tradicional é a de tração elétrica, com cabina equilibrada por contrapeso e suspensa por cabos de aço movidos por aderência através de roda de cabos, com gornes adequados. Esta roda é por sua vez acionada por redutor de velocidade, do tipo roda de coroa e parafuso sem fim, que está acoplado a um motor elétrico, equipado de travão de comando eletromagnético. Nos ascensores de alta velocidade, (superiores a 2, 5 m/s) a roda de cabos é acionada diretamente por motor de baixa velocidade de rotação, sendo designada por “Gearless”, este tipo de máquina.

Outra alternativa são os elevadores hidráulicos cujas cabinas são acionadas por pistões diretos ou por sistema indireto: pistões e cabos. Durante alguns anos a grande vantagem dos elevadores hidráulicos residiu no facto de não necessitarem de casa das máquinas no topo da caixa e também na particularidade muito interessante de em caso de falta de energia, a cabina poder descer automaticamente até ao piso inferior, possibilitando facilmente a saída dos passageiros. Tem, no entanto, algumas desvantagens, tais como, maior potência elétrica instalada, velocidade limitada a 1 m/s e o curso limitado não podendo exceder em regra mais que 6 pisos sem que os custos se tornem incomportáveis.

Muito recentemente apareceram no mercado novas soluções técnicas, designadas por ascensores sem casa das máquinas (MRL)

Os MRL mantêm a tração por cabos, dispensam a construção das tradicionais casas das máquinas onde se aloja a máquina de tração e a aparelhagem de comando. Trata-se duma solução muito interessante que consiste na montagem da máquina de tração no interior da caixa do elevador e em condições de acessibilidade razoáveis e sem exigir o aumento da área dessa mesma caixa. No entanto, a manutenção da máquina e seu manuseamento podem exigir meios adequados em função da solução.

O acionamento dos ascensores tendo sido nos últimos anos, objeto de importantes desenvolvimentos tecnológicos. Assim, para além dos clássicos motores assíncronos trifásicos de corrente alterna de uma ou duas velocidades, indicados para velocidades de 0,63 e 1m/s, estão disponíveis no mercado máquinas de tração com motores assíncronos trifásicos de corrente alterna, com comando por variação eletrónica de tensão e frequência. Assim a velocidade do ascensor é progressivamente regulada desde o arranque até a velocidade máxima e depois na fase de travagem até à paragem com todo conforto e suavidade, com acelerações e desacelerações progressivas. Com estes sistemas consegue-se também uma elevada precisão de acerto ao piso, da ordem dos +- 5 mm e uma apreciável redução de consumo energético, (cerca de 30%), dadas as menores perdas do motor.

 – Entrada ascensores na UPTEC, Liftech –

 

Mais recentemente o recurso a máquinas síncronas de imanes permanentes, associados a outros sistemas de suspensão, tais como cintas metálicas constitui-se como o estado da arte, permitindo a generalização das soluções diretas (sem redutor) a praticamente toda a gama de equipamentos.

O envelhecimento da população europeia, tal como em Portugal associado a necessidades especificas de mobilidade, fez com que nos últimos anos se tenham desenvolvido soluções de transporte vertical, especialmente adaptadas ao mercado da reabilitação urbana.

Estes equipamentos, normalmente designados como “homelifts”, são plataformas elevatórias, enquadradas no âmbito da Diretiva Máquinas -2006/42/CE, transposta pelo Decreto-Lei 103/2008 e apoiadas na norma europeia EN 81-41: plataformas elevatórias verticais, para uso por pessoas com mobilidade reduzida, cuja velocidade não poderá exceder 0,15m/s.

Sistemas de comando de ascensores

Os sistemas de comando podem classificados quanto à gestão do tráfego em três tipos principais: simples, coletivo seletivo á descida e coletivo seletivo à descida e subida. O primeiro caso, tradicionalmente utilizado em edifícios residenciais com reduzido número de pisos, em que só é possível efetuar uma manobra de cada vez, é cada vez menos utilizado, já que as razões de custo associadas à lógica eletromecânica de relés, deixam de ter significado com o advento das soluções eletrónicas. Nos comandos coletivos, o ascensor durante o seu movimento, serve todas as chamadas que se apresentam, de cabina ou de patamar, no sentido do movimento e dum modo racional. Obviamente os comandos coletivos, nas suas variantes são hoje utilizados quer na habitação quer em edifícios públicos, hotéis, hospitais ou de escritórios.

O passageiro tem à sua disposição na cabina, os botões de comando dos pisos, que uma vez premidos levam o ascensor até ao piso pretendido. Nos patamares existe um ou dois botões de chamada, consoante o tipo de comando:  apenas um, nos comandos simples ou coletivo seletivo À descida e dois (um para subir e outro para descer) nos comandos coletivo seletivo à descida é subida.

Também é frequente o comando em bateria de um grupo de vários ascensores, designadas por: Dúplex, Triplex, Quadruplex, consoante o número de ascensores.  O passageiro prime o botão de patamar e o sistema automático encarrega-se de escolher o aparelho que melhor irá servir esse piso. A lógica de comando dessas baterias, visa estabelecer um compromisso entre a prestação de um bom serviço dos passageiros (redução dos tempos de espera) e o objetivo de redução de energia, despendida pelo conjunto dos ascensores.

Como resultado da investigação e procura de soluções energeticamente mais eficientes, a indústria desenvolveu, cada empresa com o seu standard  uma solução que não só permita aos passageiros chamar o ascensor, dando-lhe a informação do piso em que se encontram,  mas também a de indicar o piso a que se pretendem deslocar.

Esta solução designada como de seleção do piso de destino, é utilizada em edifícios de grande tráfego, associada a baterias de ascensores e suportada por um algoritmo avançado, que incorporando várias entradas, permite uma gestão ótima de tráfego, reduzindo drasticamente as viagens inúteis.

Esta solução permite aumentar a capacidade transporte, reduzindo os tempos de espera para lá da questão energética já referida.

É muito importante uma adequada sinalização aos passageiros nas cabinas e nos patamares, indicando uma previsão de quando é que serão atendidos. As mais simples, “setas”, podem fornecer dois tipos de informação, em função das caraterísticas do quadro de comando, por um lado  apenas o sentido de marcha do ascensor, e por outro lado a próxima direção de partida, indicando ao passageiro no piso qual o sentido em que a cabina se vai deslocar na sua próxima viagem, decidindo no momento se entra no ascensor ou se espera por próxima oportunidade.

Também está disponível a informação da carga da cabina, fornecido por adequados sensores eletrónicos, que no caso de excesso de carga, impedem o movimento do ascensor, sempre que o número de passageiros, exceder a carga regulamentar indicada na placa de características.

Atualmente os sistemas de comando de ascensores utilizam microprocessadores eletrónicos programáveis, muito versáteis, fiáveis e compactos. Estes novos sistemas têm outras funções auxiliares, tais como a supervisão local e á distancia, para uma eventual central de telemanutenção.

 

– Ascensor sem casa da maquina, MP, Schindler | Home Lift, Liftech –

Os ascensores são um meio de transporte muito seguro

Os ascensores são um meio de transporte muito seguro, seja porque são concebidos segundo normas de segurança muito exigentes, seja porque são objeto de manutenção regular ou ainda porque estão sujeitos a um regime de inspeções periódicas.

Embora felizmente pouco frequentes, apesar da incerteza dos números resultante da ausência de estatísticas, é necessário que se tomem as elementares regras de segurança, tais como:  não exceder em caso algum a sua carga útil e impedir as crianças de viajarem sozinhas.

Também por precaução para uma eventual avaria, aconselha-se que não viaje neles quando os prédios estão desabitados.

 

Para precaver também, mas não só esta última situação, a Diretiva 95/16/CE, transposta pelo Decreto-Lei 295/98 de 22 de setembro prevê a instalação obrigatória dum meio de comunicação bidirecional, que permita uma ligação permanente da cabina com um centro de intervenção rápida.

Na nova versão da diretiva ascensores – Diretiva 2014/33/UE, transposta pelo Decreto-Lei 58/2017 de 9 de junho, esta condição está reafirmada como parte dos Requisitos Essenciais de Saúde e Segurança.

Os cabos de suspensão, em número igual ou superior a dois, têm um elevado coeficiente de segurança à rutura, assim como é dado um especial cuidado aos encravamentos mecânicos e elétricos das portas de patamar.  Essas portas só poderão abrir, com o elevador presente e parado no piso respetivo. Também existe em todos os ascensores o chamado “paraquedas”, dispositivo de segurança, comandado pelo limitador de velocidade, destinado a imobilizar a cabina nas guias, através de cunhas em aço, em caso de rebentamento dos cabos ou excesso de velocidade.

 

A construção dos ascensores obedece a severas regras de segurança.

Existem quatro gerações diferentes: os ascensores anteriores a 1991, que tem de respeitar os regulamentos nacionais impostos pelas sucessivas legislações – desde o Decreto 26:591 de 1936 ao Decreto 513/70 de 30 outubro e Decreto-regulamentar 13/80 de 16 de maio.

Neste regime os elevadores estavam sujeitos a licenciamento objeto pela DGE inicialmente e mais tarde pelas Direções Regionais da Economia.

Em 1991 é publicado o Decreto-Lei 110/91 que procede à transposição da Diretiva 84/529/CEE de 17 setembro, no qual se remete para portarias especificas a adoção das normas Europeias EN 81-1 e EN 81-2 como Regulamento de Segurança dos ascensores, respetivamente elétricos e hidráulicos.

Assim, pela Portaria 376/91 é adotada a NP 3163-1(EN 81-1) como regulamento de segurança para ascensores elétricos e a Portaria 964/91 para ascensores hidráulicos. Esta é a 2ª geração.

A 3ª geração inicia-se em 1999 com a obrigatoriedade imposta pela Diretiva 95/16/CE, transposta pelo Decreto-Lei 295/98 de 22 setembro, no qual se estabelecem os requisitos para a colocação no mercado de ascensores e para a marcação CE de componentes de segurança.

Nesta geração os ascensores são colocados em serviço com base na avaliação da conformidade face aos Requisitos Essenciais de Saúde e Segurança (RESS) levada a cabo por um organismo com competências para tal – Organismo Notificado, ou pela própria empresa instaladora se possuir um Sistema da Qualidade ISO 9001- módulo H.

Finalmente a partir de 20 de abril de 2016, inicia-se a 4ª geração – atual, com a obrigatoriedade de aplicação da Diretiva 2014/33/UE, transposta pelo Decreto-Lei 58/2017 de 9 de junho, na qual se introduzem novos requisitos quer para o equipamento, quer para os procedimentos de controlo dos equipamentos de segurança.

A publicação de novas diretivas, com critérios de segurança de maior exigência foi sendo acompanhado pela elaboração de normas harmonizadas, requeridas ao CEN – Comité Europeu de Normalização pela Comissão Europeia.

Um dos aspetos que salta à vista, até pela comparação com as legislações anteriores adotadas no nosso país é o da obrigatoriedade de portas na cabina.

Sendo a instalação de novas unidades suportada por legislação europeia (Diretivas) e apoiada por normas europeias, após a colocação em serviço a responsabilidade é inteiramente da legislação nacional.

Assim, ao longo do tempo foram sendo publicadas sucessivas legislações, que estabelecem o regime de manutenção e de inspeção, sendo para tal reconhecidas as entidades com competência para cada uma destas atividades.

No presente, pese embora se preveja nova legislação em breve, os instrumentos legais são:

– As competências das entidades para o exercício das atividades de manutenção e inspeção são fixadas na Lei65/2013, de 27 agosto.

–  O regime de manutenção e de inspeção são fixados no Decreto-lei 320/2002 de 28 de dezembro.

 

É condição para que um ascensor se mantenha em funcionamento de forma regular, que a manutenção seja executada por uma EMIE- empresa de manutenção de instalações de elevação, reconhecida pela DGEG, que essa manutenção seja regulada por contrato conforme se estabelece no DL 320/2002 .

Existem 2 tipos base de contrato de manutenção consoante a sua abrangência – contrato de manutenção simples que não incluem a substituição ou reparação de componentes e o contrato de manutenção completa que inclui um conjunto de componentes a substituir em caso de necessidade.

 

– Torre de Monsanto –

Os primórdios da história dos ascensores

1853- Elisha Otis faz uma demonstração no Palácio de Cristal de Nova York, do seu dispositivo automático de segurança (paraquedas);

1857- Elisha Otis constrói o seu primeiro ascensor, com máquina a vapor, instalado em Nova York;

1867- Leon Edoux apresenta dois ascensores hidráulicos na Exposição Mundial de Paris;

1880- Werner Siemens apresenta o primeiro ascensor elétrico na Feira Industrial de Mannheim, Alemanha;

1889- Entra em serviço em Nova York, o primeiro ascensor com tração elétrica;

1891- Surge nos EUA o sistrema de acionamento tipo Ward Leonard, inventado pelo engenheiro com o mesmo nome, constituído por um motor de tração de corrente continua alimentado em tensão variável por um gerador de corrente continua, excitação independente, acoplado a motor assíncrono trifásico;

1896- A Torre Eiffel é equipada com cinco ascensores hidráulicos (três inclinados e dois verticais);

1902- Inaugurados os dois ascensores de Santa Justa, em Lisboa;

1903- Entra em serviço em Nova York, o primeiro ascensor com motor direto, sem redutor (Gearless).

– Anos 80 de século passado- entram serviço motores de tração assíncronos trifásicos alimentados por variadores eletrónicos de variação de frequência, com baixo consumo energético e variação progressiva de velocidade;

– Anos 90/2000 – começa a generalizar-se a instalação de máquinas gearless, incluindo as de motores síncronos de ímanes permanentes e de ascensores sem casa de máquinas (MRL).

 

– Máquinas gearless, com motores imans permanentes, Schindler –

 

Edifícios mais altos de Portugal

– Torre Vasco da Gama, Parque das Nações, Lisboa, 1998, 145 m de altura;

– Torre Solmar, Ponta Delgada, Açores, 137 m de altura;

– Edifícios São Gabriel e São Rafael, Parque das Nações, Lisboa, 2001, 110 m de altura;

– Torre de Monsanto, Lisboa, 2001, 100 m de altura;

– Hotel Sheraton, 1972, Lisboa, 96 m de altura;

– Torre do Lidador, Maia, 2001, 92 m de altura;

– Edifício Nova Póvoa, Povoa de Varzim, 1980, 90 m de altura.

 

– Edicicio Nova Povoa | Torre Vasco da Gama | Torres S. Gabriel e S. Rafael –

Ascensores notáveis de Portugal

– Ascensor mais rápido e com maior curso – Central hidroelétrica do Lindoso, 4 m/s, curso de 341 m;

– Ascensor mais rápido, instalado em edifício comercial- Hotel Sheraton, Lisboa, 3 m/s;

– Ascensor panorâmico – Torre Vasco da Gama, Lisboa, 2 m/s, curso de 100 m;

– Ascensor de grande capacidade – Casa da Música, PORTO – 9200 Kg;

  Torre das Antas, Porto, Quadruplex, 2, 5 m/s, com comando de seleção de piso de destino.

 

Capacidades e cargas da cabina segundo os regulamentos

4 pessoas- 320 kg

6 pessoas- 450 kg

8 pessoas- 630 kg

10 pessoas- 800 kg

13 pessoas- 1000 kg

21 pessoas – 1600 KG

 

Tipos de acionamento, em função da velocidade

– 0, 63 m/s – motor assíncrono trifásico de uma velocidade, com redutor de velocidade (fora de uso);

-1 m/s- motor idem, de duas velocidades ou variação de frequência, com regulação em malha aberta, com redutor de velocidade;

– 1,6 m/s – motor idem, com variação de frequência, com regulação em malha aberta, com redutor de velocidade;

– 2 e 2,5 m/s – motor idem, com variação de frequência, com regulação e em malha fechada, com redutor de velocidade ou motor de tracção directa com variação de frequência em malha fechada (Gearless);

– superior a 2,5 m/s- motor idem, de tracção directa com variação de frequência em malha fechada, (Gearless).

Nota: Para velocidades iguais ou inferiores a 1 m/s, também é possível utilizar ascensores de accionamento hidráulico, mas o seu curso é em geral limitado a 6 pisos.

– Maquina Efacec, com redutor sem fim e roda de coroa –

Entidades oficiais que tutelam o ramo de actividade de Ascensores

– Direção Geral de Energia e Geologia (acompanhamento legislativo e regulamentar);

– Direções Regionais de Ministério de Economia (tutela da atividade: Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Centro, Norte;

– Instituto Português da Qualidade (reconhecimento dos Organismos Notificados);

– IPAC – Instituto Português da Acreditação (acreditação de Organismos Notificados e de EIIE- Entidades Inspetoras de Instalações de Elevação);

– Ministério de Ambiente e Ação Climática – MAAC tutela.

 

Regulamentos mais importantes de segurança de Ascensores

– Diretiva 2014/33/UE de 26 de fevereiro, transposta pelo DL 58/2017 de 9 de junho (Diretiva Ascensores);

– Diretiva 95/16/CE, transcrita para o direito português, através do Decreto Lei 295/98 de 22 de setembro;

– Diretiva 2006/42/CE de 17 de maio, transposta pelo DL 103/ 2008 de 24 de junho (Diretiva Máquinas);

– NP EN 81-20: 2017 (EN 81-20 :2014);

– EN 81-50:2014;

– Portaria 376/91 Regulamento de segurança de ascensores elétricos, EN 81-1;

– Portaria 964/91 Regulamento de segurança de ascensores hidráulicos, EN 81-2;

– Entidades Conservadoras de Elevadores, (ECE), Decreto-Lei 404/86 de 3 dezembro;

– Entidades Inspetoras de Elevadores, (AIE), Decreto-Lei 131/87 de 17 maio;

– Lei 65/2013 de 27 agosto – aprova os requisitos de acesso e exercício de atividade das empresas de manutenção (EMIE) e inspetoras (EIIE);

– Decreto –Lei 320/2002 de 28 de dezembro – estabelece o regime de manutenção e inspeção de ascensores, monta-cargas, escadas mecânicas e tapetes rolantes (em revisão).

Associações Inspetoras de Elevadores (AIE) /EIIE

– Gateci;

– Bureau -Veritas;

– Associação de Inspetores Portuenses de Elevadores (AIPEL);

– Instituto Eletrotécnico Português (IEP);

– Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ);

– Câmara Municipal de Lisboa –CML;

– COPROFFIS;

– EQS.

 

Organismos notificados no âmbito da Diretiva Ascensores

– GATECI;

– Instituto Eletrotécnico Português (IEP);

– Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ);

– Associação Portuguesa de Certificação (APCER);

– SGS- ICS.

 

Revistas especializadas 

– Elevator World, Mobile Alabama, USA;

– Ascensores y Montacargas, Barcelona, Espanha;

– Elevatori, Milão, Itália;

– Lift Report, Dortmund, Alemanha;

– Elevare, revista online, editada pela CIE – Comunicação e Imprensa Especializada, LDA, sediada no Porto

Sugestões de leitura,  Livros

– Transporte Vertical, Antonio Miraverte e Emilio Larrodé, 1996, Universidade de Zaragoza;

– Elevator Micropedia, G. C. Barney, 1988, IAEE, Manchester;

– Ascensores y Escaleras Mecânicas, José Maria Esteban, 1980, Barcelona;

– Elevadores com historia, edição do autor, António Vasconcelos, dezembro 2017.

Sugestões de leitura, Artigos


– Os Ascensores, António Vasconcelos, Arquitetura e Vida, Lisboa, setembro 2002;

– Elevadores, a evolução da maquina elétrica, Miguel Leichsenrnig, Revista Elevare;

– Intregração do projeto de elevadores em edifícios, João Paulo Rocha, revista Elevare.

Agradecimentos

Ao Eng José Pirralha Presidente da CT63, (Ascensores,  Montacargas, Escadas Mecânicas  e tapetes rolantes) pela revisão do texto.

À Drª  Marilia Macedo, Departamento de Marketing da Liftech, pela cedência de imagens.

À Drª Maria  Pereira, Departamento da Comunicação Externa da Schindler Portugal, pela cedência de imagens.