Plataforma Notícias Ordem Engenheiros Região Norte - Há Engenharia e cuidados a ter após a vacinação contra a Covid-19

Há Engenharia e cuidados a ter após a vacinação contra a Covid-19

26 Fevereiro, 2021

À medida que mais pessoas são vacinadas o risco de transmissão da Covid-19 vai reduzindo, mas é necessário continuar a manter todas medidas de proteção até se atingir a imunidade de grupo.

 

Cerca de um ano após o início da pandemia global, com o número de mortes em todo o mundo a ultrapassar os 2,3 milhões, a esperança chegou na forma de várias vacinas criadas em tempo recorde, por especialistas de diversas áreas incluindo a Engenharia, que mostraram um sucesso impressionante na prevenção da COVID -19.

Entre muitas especialidades a Engenharia desempenha um papel importante em todo este processo, desde a produção até à vacinação, passando por toda a logística de grande escala: transporte de vacinas desde os fabricantes, armazenamento em locais centrais e a posterior distribuição em camiões refrigerados por cidades e países. Saiba mais aqui 

Com o número de vacinados a crescer diariamente, muitas são as perguntas sobre quais serão os próximos passos para recuperar a “normalidade”.

 

Depois de sermos vacinados, quanto tempo demora a atingir a imunidade ‘total’?

Para já, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade depois de uma pessoa estar completamente vacinada, e só o tempo irá revelar a resposta. A vacina COVID-19 pode vir a tornar-se numa vacina anual, semelhante à vacina contra a gripe; e os seus benefícios podem durar menos ou mais tempo.

 

As pessoas vacinadas podem ser assintomáticas e propagar o vírus?

Esta questão é crítica, mas ainda não foi rigorosamente estudada. Os dados disponíveis até agora indicam que a vacinação reduz significativamente a infeção por parte de pessoas que não apresentem sintomas.

No ensaio clínico de fase três da Moderna, um teste de diagnóstico antes da segunda dose da vacina mostrou que 89.6% dos casos assintomáticos e sintomáticos eram evitados com a primeira dose. Os resultados dos ensaios de fase três da vacina de Oxford-AstraZeneca mostraram uma redução de 67% nos testes positivos com zaragatoas após uma vacinação.

Estes são números encorajadores.

 

É seguro as pessoas vacinadas estarem perto umas das outras?

A decisão de as pessoas vacinadas se encontrarem envolve um “cálculo mental”, que deve ter em consideração a probabilidade de alguém estar exposto ao vírus SARS-CoV-2, vacinado ou não, porque ainda há uma pequena probabilidade de uma pessoa vacinada poder ser infetada.

Segundo os especialistas, conforme o tempo passa, mais pessoas são vacinadas e o número de indivíduos infetados continua a descer, pelo que um encontro entre pessoas vacinadas “irá eventualmente ser seguro” e continuará a ficar mais seguro.

 

As pessoas vacinadas devem continuar a usar máscara nos lugares públicos?

Os especialistas concordam que todas as pessoas devem usar máscara, pelo menos por enquanto. Para além de não se saber quem foi vacinado ou não, algo que pode levar a situações embaraçosas e confusas, cada pessoa pode ter uma reação imunitária diferente a uma vacina.

“Por exemplo, imunizamos 100 pessoas e todas vão ter níveis diferentes de resposta à vacina; algumas podem não obter uma resposta boa o suficiente para as proteger”, dizem os especialistas. Não há realmente forma de saber qual é o tipo de resposta que o nosso corpo tem à vacina, pelo que usar máscara adiciona uma camada extra de proteção.

 

Quantas pessoas precisam de ser vacinadas para “regressarmos ao normal”?

O mundo tranquilo de 2019 pode agora ser uma memória distante, mas com a chegada das vacinas, existe uma sensação cautelosa de normalidade – comer num restaurante, ir à escola, sair à noite com os amigos – que parece estar ao nosso alcance.

Até agora, já foram vacinados no mundo inteiro mais de 107 milhões de pessoas. Em Portugal, cerca de 2% da população foi completamente vacinada. Os investigadores dizem que entre 75% e 80% da população precisa de estar vacinada para o país alcançar a imunidade de grupo.

Neste trajeto para a imunidade de grupo poderão existir sinais de normalidade. Mas o primeiro passo é reduzir casos, hospitalizações e mortes através da vacinação, para que o rastreio completo de contactos possa ser implementado de maneira eficaz.

Uma vacina não é um remédio para todos os males, mas oferece às pessoas uma forma de reduzir o risco para que possam voltar a estar com os seus entes queridos mais cedo.

 

 

Fonte: National Geographic