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Há Engenharia no robô de desinfeção testado em ambiente hospitalar

Tecnologia 6 Agosto, 2020

Desenvolvido pelo INESC TEC e pela FEUP, o RADAR garante uma desinfeção do ar e de superfícies com eficiência de até 99.9%. Sistema já foi testado no Hospital de Valongo.

 

Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes (CRIIS) do INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência) desenvolveu, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), um sistema robotizado para desinfeção de superfícies contaminadas com COVID-19. O Robô Autónomo para Desinfeção em Ambiente hospitalar (RADAR)  foi testado com sucesso, no passado dia 29 de julho, no Hospital de S. Martinho, em Valongo.

O robô navegou de forma autónoma em salas e corredores do bloco operatório do hospital, monitorizando a presença de pessoas no ambiente. Neste teste, por razões de segurança, foram utilizadas lâmpadas fluorescentes, mas em condições reais o robô utilizará várias lâmpadas UVC.

“O robô segue um circuito pré-mapeado, deslocando-se aos sítios que estão previamente definidos. Antes de ligar as lâmpadas ultravioletas, que vão permitir a desinfeção do espaço, o robô utiliza dois sensores para verificar se a divisão está vazia e emite um sinal sonoro. O procedimento é então iniciado e realizado de forma autónoma”, explica António Paulo Moreira, coordenador do CRIIS/INESC TEC e professor na FEUP à UPorto.

 

Sobre

O robô tem uma interface gráfica que permite ver e alterar as rotas e a posição do robô. Os dois sensores, um de movimento e um de calor, param a desinfeção quando são detetadas pessoas. A quantidade e potência das lâmpadas UVC são ajustáveis.

Este sistema garante uma desinfeção do ar e de superfícies com eficiência de até 99.9%, prevenindo e reduzindo a transmissão de doenças infeciosas causadas por microrganismos. Tem várias vantagens, face a uma desinfeção convencional, tais como reduzir a exposição dos prestadores de serviços a produtos tóxicos e corrosivos e não deixar resíduos químicos. O sistema também não necessita de entrar contacto com objetos e não acelera o processo de corrosão em metais.

projeto começou a ser desenvolvido em maio. Para isso, contou com um financiamento de 29 mil euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do concurso Research 4 Covid-19.

Além do INESC TEC e da FEUP, participam ainda no projeto o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e o Hospital de São Martinho, em Valongo.

 

Fonte: Notícias UPorto